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Breve Historial de Quarteira

brazao-quarteira1Breve Historial de Quarteira
Segundo alguns cronistas, o topónimo "QUARTEIRA" já era usado pelos Moçarabes locais, antes da reconquista. Quarteira foi conquistada por D. Afonso III aos mouros, no ano de 1250, época essa em que se tornava todo o Algarve território português.

O nome Quarteira, segundo fundamentadas leituras, advém da palavra "CARTEIA", que era uma vila romana e antes cartaginesa de grande comércio de marinhas do sal, de peixe e peixe seco. Segundo alguns historiadores, Carteira foi fundada no ano 504 antes de Cristo. O último vestígio desta antiga vila deixou de poder ser visto depois do maremoto de 1755. Era nesta antiga vila existia um presídio, onde se diz que o filho de Pompêo derrotado por César, perto de MUNDA, procurou refúgio e conquisto 30 galeras (fragatas) - isto no tempo em que Carteia era ainda uma vila cartaginesa. Mais tarde, aliada ao império romano, também nela procurou refúgio Lelio e a sua esquadra, após Sepião Africano ter tomado Carthagena. Carteia foi igualmente reconhecida por "TARTESSO" ou o povo Tartesso, outros também a aclamaram de Carteya.
Algumas medalhas, ainda em bom estado de conservação, achadas naquele local mostram a figura de uma cabeça laureada numa das faces, enquanto que no reverso um Delfim, onde em cima estava escrito Luciuc Marcius ligado com um "M" ao Al Marci e, em baixo estava escrito Carteia. Outra das medalhas encontradas era ornada com muitos símbolos, um deles era um Delfim e um Tridente transverso que parecia querer capturar o dito animal. No reverso, estava escrito Carteia com um leme, em cima a indicação possível da época IIIVIR e em baixo estava escrito D.D. (Decreto Decuriomm)!
O que é certo é que muitas outras Carteias existiam ao longo da costa portuguesa e africana, de onde poderiam advir as medalhas, não dando podendo toda a informação recolhida desses tesouros ser relativo "à nossa Carteia".
Como já referido, Carteia foi totalmente destruída pelo maremoto de 1755, esta fica situada em frente da hoje nossa cidade Quarteira, onde hoje está submersa a cerca e 4 braçadas de água, onde os pescadores há cerca de 60 anos denominavam o local como "Presa da Eira".


Nos anos 30, algumas queixas foram feitas por parte dos pescadores á Capitania local, dado que as suas redes eram constantemente danificadas por se pegarem ao fundo daquela zona. A uma equipa de mergulhadores da Marinha de Guerra foi encomendada uma pesquisa pelo local. Esta equipa após pesquisar toda a zona encontrou várias argolas chumbadas nas paredes das ruínas da dita Carteia.

Quarteira era uma terra de grande comércio e indústria de peixe. D. Afonso III pediu que se respeitassem os privilégios e liberdades, honras e fraquezas, usos e costumes dos mouros - algarvios. Mais tarde, várias reclamações foram feitas á Câmara Municipal de Loulé, de que as regateias só compravam o peixe dos mouros e não o dos pescadores portugueses. Possivelmente, foi a partir desse momento que se deu o acontecimento do peixe ir em praça, com uma taxa aplicada a favor da autarquia.
Quarteira teve o seu foral em 15 de Novembro de 1297, em que foi pedido por Martim Marcham, com mais de 50 provadores, de maioria italianos, nos vasto terrenos que mais tarde se designariam por Morgado de Quarteira, hoje mais conhecida por Vilamoura. Ali, mais tarde em 1904 foi implantada a cana-de-açúcar pelo genovês, Micer João Palma. O Morgado de Quarteira chegou a ter mais de 20 admistradores até aos dias de hoje.

A Vila de Quarteira e a sua Evolução Histórica
Uma página de nobreza para Quarteira:

O Papa Clemente XI, em 7 de Novembro de 1716 dividiu a cidade e a diocese de Lisboa em partes: a ocidental para a qual reservou à colegiada, que elevou à categoria de igreja metropolitana, dando ao seu arcebispo o título de Patriarca de Lisboa Ocidental.
Como motivo de concessão o dito Papa referiu: "... o envio da armada contra os turcos, pelo rei de Portugal, D. João V, que havia muitos anos que desejava elevar a igreja colegial do seu paço à categoria de catedral, sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção."
No Verão de 1716 e na Primavera do ano seguinte, a esquadra portuguesa, sob o comando do almirante Lopo de Mendonça embandeirou em guerra contra os turcos, no Mar Mediterrâneo, mas apenas em 19 de Julho de 1717 a esquadra portuguesa conseguiu encontrar a esquadra turca dando-se, então, a célebre batalha naval do Cabo Matapão que cobriu de glória a marinha portuguesa e causou a admiração de toda a Europa. O Papa Clemente XI escreveu ao rei de Portugal que "...a vitória se deveu principalmente ao valor português" e, daí, a criação do Pratiarcado de Lisboa e as honrarias que posteriormente foram concedidas aos bispos que ocupam tais cargos.
Na verdade, os setes navios de batalha portugueses, um veneziano, dois da Ordem de Malta e quatro barcos auxiliares da esquadra portuguesa bateram-se sozinhos contra cinquenta e quatro navios otomanos, em condições desfavoráveis, pois os turcos vinham do mar para a terra e cercara, de madrugada, a baía onde estacionava a esquadra aliada, ao sul da costa grega.
Alguns dos outros vinte e oito navios de Malta, do Papa, de Veneza e da Toscânia já tinham sido maltratados pelos turcos, numa anterior refrega, pelo que todos eles se negaram, desta vez, a combater obedecendo às ordens do almirante francês, Bellafontaine, designado pelo Papa Clemente XI, como comandante chefe. É, então, que a nau Nossa Senhora da Conceição, com setecentos homens a bordo começou a vomitar fogo das suas oitenta peças, avançou e desmontou com uma bordada, a bateria da nau almirante turca que estava armada de cem peças. Em nova bordada, de efeito terrível abate-lhe os mastros reduzindo-a a um destroço flutuante.
Seguida dos restantes navios portugueses, a luta prolonga-se renhida até que a esquadra turca não podendo resistir ao ímpeto dos marinheiros lusitanos, quase rasa de mastros e alguns dos navios a arder furiosamente, recolhe-se ao Porto de Cerigo.
Durante dois meses, a esquadra portuguesa deslocou-se por todo o Mediterrâneo, sem encontrar quem se lhe opusesse.
Na verdade, sob as ordens de Lopo Furtado de Mendonça, a esquadra tinha-se preparado para esta eventualidade, porque ainda três anos antes, em Maio de 1714, para dar combate a alguns navios da armada argelina que pairavam em frente do Porto de Lisboa, na abordagem aos navios portugueses das carreiras do Brasil e da ÿndia. Então fora preciso artilhar a toda a pressa quatro navios portugueses para saírem a barra a dar combate aos piratas, sob o comando do mesmo Lopo Furtado de Medonça.
O rei D. João V premiou todos os que se tinham distinguido no Cabo Matapão tendo mandado cunhar uma medalha alusiva que se encontra exposta no Museu da Marinha, em Lisboa.
A reconstituição recente da nau "Nossa Senhora da Conceição" foi feita num excelente quadro a óleo que se admira na sala do Gabinete do Senhor Ministro da Marinha.
O heróico comandante da nossa esquadra passou à posteridade numa tela de real valor artístico, de Domingos Vieira, exposta no Museu Nacional de Arte Antiga. O escritor Júlio Dantas descreveu magistralmente os episódios mais salientes desta batalha naval, no capítulo "O Breve Papa", do seu livro "A Marcha Triunfal", em que se destaca a acção extraordinária do almirante Conde de Rio grande, não só sob o ponto de vista diplomático, como pelo alto espiríto combativo de que era dotado. Também, na sala de D.João V do Museu Militar de Lisboa podem admirar duas belas telas representando, a fase mais decisiva da batalha naval do Cabo Matapão e a outra, a do embarque do Conde de Rio Grande para bordo da sua nau "Nossa Senhora da Conceição".

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